Em grego a palavra Prosopon, originalmente significava “face” ou “máscara” e deriva do teatro grego, no qual os atores no palco vestiam máscaras para revelar ao público o personagem e seu estado emocional. Tinha assim, uma função específica que era a de funcionar como objeto intermediário entre o ator e o público caracterizando o personagem.

Além disso, a criação da máscara no teatro grego não é banal, mas é um instrumento que representa tipos e não indivíduos. A representação de tipos sociais ao invés de indivíduos específicos é uma característica da máscara do teatro trágico da Grécia Antiga.

Quando saímos de casa,  diariamente, colocamos as nossas máscaras e saímos para os nossos afazeres. Nestes afazeres, nós julgamos e criticamos tudo a nossa volta, e assim vamos criando a nossa máscara social e individual. Somos tipos sociais e não nós como verdadeiramente somos. Somos o dentista, o mecânico, o caixa, a doméstica, o advogado, o médico e também o rico, o milionário, o pobre, o suburbano ou o burguês. Dificilmente somos o Fernando, o João, a Marta ou a Cristiane, mas gostamos de nos rotular como: eu sou o dentista João, eu sou a advogada Maria. Enfim, criamos um personagem que está entre o nosso verdadeiro eu e os outros.

Mas de que maneira eu descubro se eu uso uma máscara?

Todas as vezes que agimos em desarmonia, má vontade, agressividade, nervosismo, irritação, egoísmo, falsidade, entre outras formas negativas de expressão, estamos utilizando uma máscara em nossa vida. Também utilizamos a máscara quando desejamos algo que o outro têm, quando julgamos o outro pelas roupas e pela aparência física ou quando procuramos erros e defeitos nos outros. Entenda que todos temos nossas máscaras, e que essas máscaras também nos ajudam a descobrir o nosso verdadeiro eu, pois é a partir do negativo que eu descubro o que é o positivo. Lembre-se que o seu verdadeiro Eu não pode ser dominado pelo personagem.

A máscara é um inimigo que todos precisam conhecer e liberar, pois não há nada pior para o homem do que alimentar e usar esta máscara. Este objeto é a causa e consequência de todos os conflitos, todas as dores e toda a separação que surgem em nossas vidas. Quando usamos este objeto, somos condicionados a ver as coisas como certo e errado, bem e mal, feio e bonito, puro e impuro.

Reflitam que a máscara não nos deixa ver quem realmente somos, ela nos separa de nós mesmos e dos outros. Ela nos desvia de nossa verdadeira essência.

Como viver a verdadeira essência? 

Viver a verdadeira essência é aquele momento em que estamos com nossos amigos e rimos de maneira espontânea e com uma felicidade que não cabe no peito. Quando conhecemos alguém e gostamos da pessoa logo de cara sem utilizar de nenhum julgamento. Naquele momento em que deixamos de lado as brigas, as discussões e desentendimentos e vivenciamos a vida sem nos sentirmos superiores ou inferiores, e evitando sempre o conflito. Ao tratarmos a todos a nossa volta com o mesmo amor que temos pelos verdadeiros amigos e nossos familiares que gostamos. Quando nos apresentamos aos outros sem utilizar o cargo ou a função a qual desempenhamos, sem querer impressionar com atitudes que não são suas.

Ao sermos nós mesmos, descobriremos tudo aquilo que é realmente Belo, Bom Justo e Harmonioso e estaremos aptos a entender que todos somos UM.

Enfim…Viver sem a máscara é quando somos nós mesmos, sem aquela imagem ilusória que criamos para viver o olhar do outro. Viva a vida como um ator e não como personagem neste espetáculo chamado mundo, pois o ator têm características que a máscara nunca terá.

Paz profunda a todos.

O Manú.

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