Há dias atrás assisti uma palestra com Beto Carvalho, o autor do livro “Você é o Cara!”, mote deste encontro que desencadeou uma série de insights os quais quero compartilhar com vocês.

Uma das abordagens dizia que você gasta mais tempo no trânsito da incompetência à mediocridade do que do bom desempenho à excelência. Neste momento me perguntei:

“De que forma tenho investido o tempo para a  minha evolução pessoal e profissional?”

“Onde tem estado o meu foco?”

Isso me remeteu às mais diversas formas de boicotarmos nosso crescimento baseados na culpa ou baixa autoestima que nos levam a dedicarmos mais tempo ao olhar sobre nossos supostos “defeitos” do que sobre nossos talentos.

Muitas vezes, inconformados com a inabilidade em lidar com certos assuntos – sejam eles objetivos ou subjetivos, técnicos ou teóricos – nos sentimos desafiados e teimamos em dissecar algo sobre o qual não temos muita competência, perdendo um tempo precioso que poderia estar sendo usado para o aprimoramento dos nossos pontos fortes ou nossos talentos.

E o tempo passa tão rápido!

Noutra palestra, desta vez de Patrícia Lages – autora do livro “Bolsa Blindada”, ela desafiou a platéia com o seguinte questionamento: “Se você tivesse tanto, mas tanto dinheiro que não pudesse contá-lo ou sequer imaginar uma forma de gastá-lo completamente em sua vida inteira, qual seria o seu fator limitante, qual seria o seu limite?”

Sim… o tempo! Seja quanto for o dinheiro que você tenha, não é possível comprar quatro horas a mais no seu dia ou mesmo comprar as semanas que já se passaram. O tempo é valioso exatamente nas noras em que se vive e precisa ser organizado e usado a nosso favor.

Por que perdemos tanto tempo fugindo daquilo que nos levará à felicidade, à plenitude: O autoconhecimento?

Muitos passam décadas andando em círculos até que se dêem conta de que viveram apáticos, desvitalizados por não conhecerem a si mesmos, por não encontrarem seu talento, sua estrela-guia.

Só quando você se conhece é possível identificar seus talentos. Até lá, você vai perder tempo e isso significa a possibilidade de perder outras coisas também: alegria, reconhecimento, prazer, criatividade e provavelmente dinheiro. Até que você se conheça verdadeiramente, é provável que a vida seja em preto e branco e você se veja reclamando mais do que agradecendo.

É claro que você pode ter muitos talentos, mas há algo em que você se destaca, esse é o seu talento natural, diz Beto Carvalho. Essa característica – que é a matéria-prima de todo ponto forte – se revela através da rapidez com que você domina algumas atividades e da facilidade com que você cria e agrega valor a este conhecimento, continua ele.

Prosseguindo, ele comenta que os sinais estão no seu dia-a-dia. O talento natural pode ser identificado através do seu grau de envolvimento pleno que lhe faz perder a noção do tempo consumido para tal tarefa ou ainda pelo olho que brilha, pela adrenalina, pela motivação e prazer em realizar o que se está fazendo. E se você fizer isso mais por prazer do que por dinheiro, então é fato: Você estará diante do seu talento nato.

Pode não estar diretamente relacionado a sucesso financeiro, mas é possível que a facilidade, a destreza e a alegria com que você transita pelo caminho do seu talento resulte numa colheita de frutos saudáveis, promissores e abundantes.

Pense em quanto tempo você ganhará se firmar o propósito de conhecer-se melhor e identificar a melhor rota a ser trilhada para uma vida mais realizada e feliz!

Comece agora! Não deixe para amanhã!

Se você quiser, há muitos profissionais competentes à sua volta e que podem ajudá-lo nesta caça ao seu tesouro interno.

Não perca tempo! Não se perca de si!

A chave da liberdade para sua expressão divina, única e autêntica está com você, disfarçada entre os detalhes da sua rotina, acenando atrás da cortina que você ainda não abriu.

Eu, Carenzita, lhe desafio a prestar mais atenção e a desvendar os sinais que a vida tem lhe apresentado. Garanto que vai valer a pena!

Vem!

Cáren Araujo Proença, a Carenzita

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