Passamos por diversas experiências na vida. Das mais simples as mais complexas.

Vamos ganhando habilidades para resolver problemas e com o tempo nos tornamos mais fortes e confiantes.

Mas sempre chega aquele momento onde o impasse parece ter um peso e um tamanho maior do que acreditamos conseguir dar conta.

Situações que nos fazem bater a cabeça em busca de uma solução e que nos cansam até o esgotamento pois damos voltas e mais voltas, com a esperança de conseguir mudar algo, quando no fundo, sabemos que nada poderá mudar determinada situação ou condição, como por exemplo: a perda de um ente querido, de um emprego, a reprovação em um exame de recuperação, o término de um relacionamento, a mudança de um amigo querido para muito longe e às vezes até alguma enfermidade que nos acomete.

E por isso, vamos falar de aceitação. Lembrando que a aceitação é bem diferente da resignação.

Aceitar significa entender o que está acontecendo, enxergar com clareza o que está se passando, avaliar com consciência os ganhos e as perdas, mesmo sabendo que talvez não consigamos mudar a situação como gostaríamos, traçarmos uma nova caminhada sob uma nova perspectiva.

Já a resignação significa se conformar sem se opor contra algo que acreditamos não conseguir mudar. Passar por uma experiência que se apresente com mansuetude e sem rebeldia, mas sem movimentar-se para novas possibilidades. Alguns dicionários trazem a seguinte definição: submissão à vontade de alguém ou ao destino, aceitar sem questionar.

A aceitação traz consigo a clareza de pensamento e, apesar da dor de enxergar aquilo que é difícil superar, traz a força da mudança diante do desafio presente.

Saber aceitar que não se sabe lidar com algo momentaneamente pode nos trazer a paz necessária para nos recompor de um estado de stress e abrir espaço para novas ideias.

“Concedei-nos a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguirmos uma das outras. ” Reinhold Mebuhr

Tudo é movimento e nada é permanente.

Então que possamos aceitar os desafios do presente!

Que possamos nos aceitar como somos e aos outros como são.

Que possamos aceitar as circunstâncias tais como se apresentam para nós.

Mas também que não deixemos de discordar quando algo não fizer sentido.

Não devemos nos acomodar quando algo nos incomoda!

Devemos aceitar o desafio à nossa frente, mas tentando manter o equilíbrio e a amorosidade. Seja o que for que tivermos que passar, não se tornará menor ao assumirmos uma atitude rígida, raivosa, amargurada.

Enxergar e compreender o desafio, seguir em frente e fazer a roda da vida girar é o nosso desafio.

Nós é que damos as coordenadas da dança da vida. A cena é nossa e se fará da maneira que articularmos o cenário ao nosso redor.

Um abraço carinhoso.

Karol Peixoto