Pode alguém ser espiritual sem ser religioso ou vice-versa? Uma crescente população acredita que sim. Veja como e por que a diferenciação surgiu.

Antes de começar a decidir qual a relação entre religiosidade e espiritualidade, é importante definir estes termos. Na maior parte, diferentes grupos podem ter diferentes definições.

Há um amplo espaço para o debate em torno deste tema. Mas, para tornar as coisas mais simples, vamos usar as teorias estabelecidas por um dos filósofos mais ilustres da década, Ken Wilber, também conhecido como o Einstein de Pesquisa da Consciência.

De acordo com algumas pesquisas realizadas recentemente por diferentes organizações, uma proporção crescente de pessoas se consideram “espiritual mas não religiosa”. Esta diferença decorre da diferença de opiniões e percepções sobre a verdade. Veja como Ken Wilber explica por que isso é possível.

Quão Verdadeira é a Verdade?

Existem dois tipos de verdades; a relativa verdade que agrada a certas massas, mas não a todos, e a verdade absoluta, que também pode ser considerada como a verdade universal. Para a maioria das pessoas, a religiosidade se enquadra na primeira categoria, enquanto a espiritualidade é considerada como a verdade absoluta.

De acordo com a maioria das pessoas que estiveram nas estradas da autodescoberta, a espiritualidade é a única verdade que parece ressoar com toda a alma. No fundo, a espiritualidade faz você se sentir em paz consigo mesmo e seu entorno, permitindo-lhe superar as barreiras físicas, a fim de transcender para outra dimensão da realidade.

Esta é uma sensação comum das massas espirituais, estabelecendo-a como uma verdade absoluta. Ela ajuda você a ver além das posses materialistas, percebendo o verdadeiro propósito de sua existência e do caminho espiritual do Grande Ser.

Por outro lado, as religiões são propensas a conflitos e desacordos. Há mais de 20 religiões praticadas em todo o mundo, e isso não inclui as seitas ou variações que surgiram com o tempo. A maioria das religiões seguraram algumas histórias específicas da história, que, pelo que sabemos, podem ter sido alteradas à medida que foram transmitidas através das gerações.

Estas histórias representam uma verdade relativa, onde os sujeitos e objetos são distintamente separados e, portanto, não é possível estabelecer uma realidade concreta. É relativo, porque todos não ressoam com estas verdades da mesma maneira! Esta é também a razão pela qual temos mais de 20 religiões!

Esta, aliás, também marca a linha de diferenciação entre espiritualidade e religiosidade. E de acordo com essas definições, os dois elementos podem ser mutuamente exclusivos. Espiritualidade torna mais fácil seguir a religião organizada, porque faz com que você esteja aberto às realidades e possibilidades, ajudando você a encontrar consolo em uma forma estruturada de vida. Para uma pessoa espiritual, religião não restringe; liberta!

Espiritual  VS Religioso

Não é irônico que, apesar de “espiritualidade” e “religiosidade” parecerem ter conotações similares, elas estão sendo diferenciadas quando se trata de praticar? Como é que esta diferença veio a existir, em primeiro lugar?

A verdade é que os filósofos e filantropos raramente tentaram diferenciar entre os dois termos anteriormente. Espiritualidade e religiosidade estavam intimamente ligados, mesmo inseparáveis! No entanto, como as normas e práticas mudaram, suas definições evoluíram, permitindo as massas tratarem ambas as experiências de maneira diferente.

Atualmente as pessoas restrigem as religiões aos atos de orações, discussões sobre histórias religiosas, falam sobre a Unidade e infinitude de Deus, e outras atividades similares que foram confirmados por nossos antepassados através da ação.

A religião nos dias de hoje tornou-se sinônimo de ações e crenças. Não é mais sobre a jornada espiritual na estrada da autodescoberta. A religião tem sido dada como uma expressão exclusivamente material, o que a torna diferente de espiritualidade.

Todos nós nascemos e morremos. A verdadeira realização na vida é cumprirmos o nosso destino antes de sermos absorvidos pelos espíritos do universo.

Como os sábios dizem, há uma razão para tudo. Espiritualidade permite identificar esse motivo – o propósito da sua existência – apesar da desordem mundana. A religiosidade ajuda a canalizar essa percepção construtivamente para alcançar uma vitória abrangente!

Uma tradução e interpretação livre do artigo escrito por Helen E. Williams, DreamcatcherReality.com

Gratidão,

Equipe Filosofia do bem

Comentários

1 COMENTÁRIO