A vida lhe apresenta um desafio e assim começa a sua história de superação.
Temos duas formas de encarar um desafio: Superá-lo através do fortalecimento do nosso potencial e reconhecimento e alinhamento das nossas fraquezas ou nos portarmos como vítimas, deixando que o medo e a insegurança vençam.

Qual você escolhe?

Sem dúvida, muitos de nós preferimos a primeira opção; mas às vezes nos vemos encurralados pelas nossas crenças limitantes.

De onde vem estas limitações? Muitas vem dos registros negativos da infância ou mesmo de outras vidas se você acredita em reencarnação. A vida vai nos colocando à prova e as experiências insatisfatórias e adversidades podem minar nossa auto-estima gerando modelos mentais e percepções de mundo que nem sempre correspondem à realidade.

Descobrir a origem das barreiras que atrapalham o nosso caminho é importante, mas pode demandar tempo, força interior e persistência para uma investigação sobre a trama que a gerou. Estar disposto a reconhecer-se frágil em algumas trilhas da sua jornada é um passo relevante para que você consiga administrar os desafios que a vida vai lhe apresentar ao longo da sua existência.

São inúmeras as fontes que nos trazem questionamentos que por vezes nos paralisam. A questão é: O que você faz com estas experiências? De que forma você cresce com estas oportunidades? Ou você decide ignorá-las?

Algum tempo atrás ouvi uma explicação bem interessante e com uma abordagem muito atual, considerando a tecnologia que nos cerca. Minha irmã, Catia S. Araujo, tentava explicar para uma criança a importância de estudar e ela dizia: “Você deveria encarar a escola como um jogo de vídeo-game onde você tem várias fases as quais deve ultrapassar – uma a uma – a fim de que seja considerado um vencedor. Se você falha numa fase, você precisa recomeçar tantas vezes quantas sejam necessárias até que mude de fase. Não é chato ficar repetindo as fases dos videogames? Já, a cada fase superada, você se acha “o cara” não é mesmo? E isso é super legal! Então, assim é na escola!”.

E assim é na vida! Não importa a idade que tenhamos, seremos sempre desafiados a uma fase mais profunda e recheada de estímulos que nos remeta a um desempenho mais aprimorado que nos fará avançar na nossa escala evolutiva.

Transformar o limão em limonada não é lá muito fácil e depende muito da sua habilidade em enxergar o aprendizado num contexto não tão favorável. Qual é a sua tendência comportamental diante desta provocações da vida?

É essencial que você se reconheça, se observe, se aceite, se entenda. Uma legítima e verdadeira auto-avaliação é a base para que compreendamos e encontremos formas mais adequadas de administrarmos as mazelas da vida. É isso que vai lhe indicar as pistas para avançar ou as dicas para abrir mão de determinadas lutas. A decisão de enfrentar ou desistir precisa estar embasada no conhecimento das suas forças e fraquezas.

Precisamos compreender a razão das nossas escolhas e decisões a fim de nos livrarmos das culpas. Não somos perfeitos. Aceitar nossas fragilidades também faz parte no nosso sucesso porque isso minimiza o impacto do tempo perdido em tentativas de solução sobre problemas nos quais não somos hábeis. Se você não consegue solucionar algo em determinado momento, avalie-se e abra mão se for o caso. Seja humilde e peça ajuda ou identifique outros caminhos mais promissores e saia de cena. Não há nada de errado nisso.

Não tenha vergonha das suas fraquezas. Elas apenas apontam a direção das oportunidades de crescimento e evolução em sua vida, seja para melhor administrá-las ou corrigí-las.
Como num jogo de videogame, observe os ciclos que se repetem em seu percurso. Reconheça os gatilhos que o colocam constantemente na mesma situação e busque a correção da rota, o fortalecimento da sua ação preventiva para estas situações. Escolha ações proativas que lhe permitam ter orgulho de si e reforcem o seu propósito de aperfeiçoar-se.
“Mudar de fase”, “avançar no jogo” depende da sua capacidade investigativa sobre seus inimigos internos e de que forma eles agem para sabotar suas iniciativas.

A sua vitória sobre si mesmo está nas suas mãos: na sua consciência, na sua determinação, na sua coragem e honestidade para consigo, usando todo o arsenal de informações e dados para criar um plano de ação com estratégias claras e específicas que o ajudem a ressignificar as batalhas perdidas transformando-as em lições e ações preventivas com desempenho positivo para futuras batalhas.

Somos guerreiros neste videogame da vida onde o autoconhecimento é condição imprescindível para a vitória! Este é o primeiro enfrentamento de uma sucessão de “fases” a serem encaradas, estudadas e vencidas para que sejamos Game Masters, ou seja, mestres do jogo.

Quanto do seu território interno você conhece?
Qual o mapa da sua mina evolutiva?
Eu, Carenzita, estou neste barco com você e o desafio a empoderar-se de si – luz e sombras – e a traçar a rota da sua libertação, da sua luz e da sua vitória!
Vamos para a próxima “fase”? Vem!

Nota: Não sou especialista em videogames, então me vali de uma pesquisa sobre alguns termos, os quais seguem abaixo juntamente com a fonte.
* Scrub (Loser who thinks he’s something) – aquela pessoa orgulhosa, incapaz de avaliar-se honestamente e que não quer crescer, melhorar-se, evoluir.
* Game Master (Mestre do jogo) – uma pessoa (real, não de inteligência artificial) de autoridade dentro de um game.

Cáren Araujo Proença, a Carenzita

Fonte: Jogos 2P